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Velho Oeste Americano - Steamboat e os cowboys com ski

Era outubro de 2023 quando conhecemos mais a fundo sobre Steamboat. Na ocasião recebemos o general manager da Alterra, uma holding que administra as maiores estacoes de ski dos Estados Unidos.

 

Foi uma hora e conversa cheio de novidades, informações e acima de tudo dicas super especiais para incluir Steamboat em nosso radar. Claro que toda essa carga de informação acendeu a luzinha verde em minha cabeça como um lugar que tínhamos que explorar e valorizar melhor.

 

Como estava predestinado, ganhamos um combo de hospedagem e skipass para usarmos no decorrer de um ano a partir dali, e claro, já no dia seguinte definia a data da viagem, comprava as passagens aéreas e começava a contagem regressiva.


Decidimos ir na semana que antecederia o carnaval, 8 de fevereiro, com uma parada estratégica em Miami para visitar três hotéis que vendemos bem, e tínhamos que revisitar para nos atualizarmos e ver se realmente ainda estavam com aquela excelência em seus serviços.

 

De outubro ate a data da viagem, exploramos na web o que fazer além do obvio pela região, conversamos com muitos locais em Steamboat e embarcamos com a agenda cheia de coisas para ver, visitar e explorar, afinal de contas, a ideia da viagem era tudo isso, e voltar experts no destino, promove-lo e fazer dezenas de famílias amarem a região da forma que aprendemos a amar.

 

Nossa primeira parada foi Miami, onde nos hospedamos no moderníssimo East Hotel, na Brickell. Localização ímpar, um mal enorme ao lado, restaurantes ótimos e amplos apartamentos confortáveis e acima de tudo, modernos. Realmente cada detalhe dos apartamentos e do hotel foi pensado na comodidade, praticidade e acima de tudo, uma hospedagem sem surpresas desagradáveis. Ficamos três dias por la, e aproveitamos para visitar o Mandarin Oriental, a 200 mts do East e o Four Seasons, outro hotel que nos recebeu de portas abertas.

Quartos amplos, servicos esperado da marca, mas acima de tudo, simpatia. Desde a recepção, ate os garçons da piscina sempre atendiam com aquele sorriso natural no rosco, nada forcado ou regrado como uma das obrigações dos seus colaboradores.


Já era hora de embarcarmos para Steamboat. Nosso voo saia de Miami com uma parada em Denver e rápida conexão para Yampa Valley, aeroporto pequeno próximo a Steamboat. Logo que pousamos, já formos recebidos com aquela tempestade de neve nos dando as boas vindas. Desembarcamos, e nossas malas já estavam ali nos esperando – aeroporto pequeno, simples e pratico. Nosso primeiro impacto foi aquele monte de homens com chapéu de cowboy , roupa impermeável e clima de velho oeste. Como já havia feito a lição de casa, como sempre faco antes de nossas viagens de inspeção, já tinha peneirado varias empresas de receptivo local e escolhemos nosso amigo Alan, super simpático, militar aposentado e amante de viagens. Nos esperou já com toalhinhas frescas na mao, chocolate quente e muita conversa, afinal era a primeira vez que ele recebia um brasileiro. Olha que privilégio.

 



Adorei isso, principalmente porque realmente Steamboat não e conhecido por brasileiros, que amam os destinos da moda ou aqueles que querem ser vistos para exibirem suas roupas de marca, postarem no Instagram que estão na região e acima de tudo, se amontoarem com outros brasileiros – essa parte realmente não me chama a atenção. Amei Steamboat por isso, ser mais uma pessoa curtindo suas férias, sem ter que se preocupar com roupa de marca ou saldo do banco.

 

30 minutos depois que saímos do aeroporto, passamos pela Lincoln Road em Steamboat, avenida principal com cinco quarteirões de extensão e a concentração das lojas e comércios da cidade. Igual ao que vemos na televisão nos filmes de velho oeste. Fachada com pe direito baixo, construções em tijolo ou madeira, banco, farmácia, prefeitura etc – tudo dentro do programado. Um charme!



Passamos a cidade, e na primeira rotatória rumamos para a base da montanha, onde localizava-se nosso hotel, Steamboat Grand, imponente edifício todo decorado com muita madeira, literalmente a 50 mts da gondolas de elevação da estação de ski.

 

Check-in feito, fomos para nosso apartamento, uma suíte de dois quartos, cozinha equipada e com uma paisagem incrível da montanha nevada, linda. Como já er começo da tarde, decidimos abastecer a geladeira com todas aquelas guloseimas americanas – cinamonroll, sucos, leite, cereal, paes variados, vinhos nacionais que são ótimos, petiscos variados e e claro, marshmallow.

 

Logo depois, fomos provar nossos equipamentos de ski, afinal de contas o objetivo de estar ali também era se divertir. Não sou esquiador profissional, mas olha que consegui me virar super bem. Skis provados na skishop do hotel mesmo, super prático e fácil, decidimos explorar a vilazinha e me surpreendi. Varios restaurantes, bares, dois hotéis e vários flats, uma vida noturna aminadíssima, famílias de todas as idades e gêneros aproveitando seu tempo de lazer – sem muvuca, poucas filas, e muita animação com a banda que tocava no palco principal localizado no centro da praça. Me senti super bem recebido, nada do que imaginava de uma estação de ski que ate então, quando imaginamos estacao de ski nos Estados Unidos, em plena temporada, vinha a mente aquele monte de gente amontoada, fila para tudo e um serviço péssimo.



O que tivemos foi o oposto. Servico excelente – pela vila toda os cowboys esquiadores atendiam o publico em geral esclarecendo suas duvidas, dando dicas e acima de tudo esbanjando simpatia. Estrategicamente localizados, os “Ambassadors” como são chamados, nos orientavam de tudo – desde a melhor pista para usar, o lift mais adequado para cada parte da montanha, ate dicas de onde tomar o melhor chocolate quente. Era tanta simpatia que uma hora perguntei para um deles porque sempre estavam receptivos e a resposta foi na lata. Por que não seria? Você saiu do seu pais, se deslocou horas em avião ate la e não merecia nada além disso. Uau, foi surpreendente ter ouvido aquilo. Paixão a primeira vista pelo destino.




E sabia que essa simpatia se repetia dia após dia durante nossa hospedagem. Bem, vamos ao que interessa. Esquiar.

 

No dia seguinte de manha, levantamos, tomamos aquele café e partimos para retirar nossos esquis na base da montanha, onde há um locker super pratico, completíssimo, sanitários, áreas para bebes, armários e tudo mais. Esquis nos pes, la fomos nos fazer o esquenta – pegamos a gondola para as pistas verdes e la fomos nos.  Foi excelente.  Nesse dia exploramos as pistas verdes, para relembrar o passo a passo do esqui, pegar confiança e estar pronto pro dia seguinte. Nesse dia mesmo, esquiamos numa pista verde de 5km montanha abaixo, isso mesmo, 5km. Foi ótimo. Já estávamos craques e prontos para subir um degrau no dia seguinte.

No dia seguinte, pela manha, partimos para esquiar de novo, mas dessa vez fomos para as pistas azuis, montanha acima. Esse e um assunto interessante em abordar. As varias gondolas que te levam montanha acima são super praticas – algumas fechadas, outras abertas mas o legal e que você conseguia explorar a montanha toda usando-as. Em varias paradas, uma enorme estrutura de restaurantes, bares e sanitários estavam sempre disponíveis. Limpíssimos, mesmo com muito movimento. Surpreendente.


Nesse dia nossa filha caiu na descida, esquiando, e do nada, literalmente do nada, apareceu um ski patrol todo preocupado se podia ajudar, se precisaria de alguma intervenção ou remoção, o que me passou mais segurança ainda com a estrutura que eles ofereciam. Toda hora passava por nos snowmobils patrulhando as pistas, sempre atentos aos usuários e suas necessidades.

 

Muito legal, afinal de contas o que nos queremos quando viajamos em família, e segurança e praticidade, e isso eles levaram nota 10 com louvor.




Já que estávamos no interior do país, quis explorar a gastronomia local e la fomos nos. Nesse dia escolhermos um restaurante bar a 5 minutos do nosso hotel que oferecia massas artesanais com carnes de caca locais – importante – e necessário fazer reserva antecipada desde o primeiro horário do jantar, que era as 5pm ate pelo menos as 9pm, pois o movimento e grande dos esquiadores que passarem o dia inteiro na montanha. Depois das 9pm já e mais tranquilo.

 

Uma gastronomia deliciosa. Escolhi carne de bisão e estava deliciosa. Macia, saborosa muito parecida com a nossa costela bovina. Bem assada, nossa, ate salivei. Pedimos também uma massa artesanal que derretia na boca de tao macia e saborosa. Valeu muito.

 

Ah, vale mencionar, o Uber funciona super bem por la, rápido e eficiente. Muita gente atendendo, o que não te deixa esperando muito tempo para deslocar-se.

 

Dia seguinte, cedo, partimos para as pistas e nesse dia não fizemos feio. Depois de dois dias praticando, claro que a gente se encorajava e aproveitamos muito.

 

São mais de 3 mil acres de área esquiável, para todos os níveis e gostos, além de uma estrutura incrível. Há escola de skis para crianças e adultos, alias isso também me chamou a atenção – haviam crianças de 3 aninhos com os esquis nos pes super profissionais – ate pareciam que tinham nascido com os esquis grudados nos pes de tao ágeis que eram – em algumas vezes passavam por mim, que não e difícil, como um rojão, e ainda olhavam pra tras rsrsrsrs.

 

Havíamos programado de mudar de hotel para conhecer outras opções, e esse era o dia. Já passamos pelo Grand e Sheraton, que são vizinhos – alias o Sheraton e mais moderno que o Grand, uma área de lobby enorme com cafeterias, restaurantes e ate um mercado onde você encontra tudo que precisa para sua estadia – muito pratico. Decidimos testar um hotel mais próximo da cidade, afinal queria vivenciar o clima do velho oeste.


Escolhemos o novíssimo Residence Inn da Marriott, a 5 minutos da rua principal. Uma delícia, amplos apartamentos equipados com cozinha completa, café da manha super bem servido e a walking distance de farmácias, mercados e restautantes. Uma ótima ideia para quem quer ter outra experiência, além da do ski.


Era nosso ultimo dia, e decidimos então fazer um passeio de 3h em snowmobile pelas montanhas da região. Para isso escolhemos o pessoal da Saddlerback Ranch, a 30 minutos da cidade. Foram nos buscar em nosso hotel e nos deslocamos ate a base deles, num celeiro do século passado lindíssimo. No inverno os “cavalos” são mecânicos, mas no verão eles tem uma tropa de quarto de milha maravilhosa que entretém os que desejam ter uma experiencia de cowboy e velho oeste. Foi um passeio de 3h circulando pelas montanhas da região, uma paisagem mais linda que a outra. Que experiencia incrível! Valeu muito, afinal vimos a região por outro ângulo. Como esse dia era da final do Super Bowl, já na volta do passeio para a cidade decidimos parar num bar na avenida principal para acompanhar o jogo junto com os fanáticos do esporte, e ai sim a tarde foi completa.

 

Aqueles bares de filme, balcão em madeira, cheio de rótulos de bebidas na parede espelhada, amendoins espalhados por todo lado e o povo vidrado no telao. Que legal. Nosso dia foi completo. Era ultima noite e queríamos experimentar algo mais local, de novo.

 

A menos de 3 minutos a pe de nosso hotel, escolhemos o delicioso Ore House, um restaurante com mais de 110 anos construído num antigo celeiro com uma gastronomia deliciosa.  Carnes das mais variadas possíveis, comida super fresca e obvio que com uma variedade de cervejas artesanais locais deliciosas – outra característica da região. Eles têm água de ótima qualidade, o que permite que fabriquem boa cerveja e whiski, alias bourbons muito bons.

 

Como tudo que e bom tem um fim, tivemos que encarar a arrumação das malas, afinal dia seguinte de manha nossa aventura de regresso começava. Nosso voo para Miami , via Denver chegava em Miami as 23h50 e no dia seguinte de manha pegávamos o voo para o Brasil, que saia as 9h15.

 

Como o tempo de conexão era curto, decidimos experimentar o hotel que fica no terminal E do aeroporto de Miami, mesmo tendo lido péssimos comentários a respeito. Mas estava disposto a arriscar, afinal não valia a pena se hospedar nos hotéis de fora do aeroporto – ate desembarcar, pegar malas, pegar taxi ate o hotel etc, tomaria muito tempo.

 

Desembarcamos e nos dirigimos ao terminal E. Feito check-in em menos de 3 minutos já estávamos no 7º andar do hotel. Pratico e sem surpresas ruins. Quarto Ok, novinho, cama boa e boa estrutura. O único porem era o banheiro, simples, antigo e com o chuveiro na altura do meu peito – acho que ate um anão bateria a cabeça no chuveiro viu ! rsrsrsrs. Mas, Ok. Eram apenas 6h deitado. Valeu.

 

Pela manhã acordamos, e em menos de 10 minutos estávamos despachando nossas malas. Cumpriu o objetivo, ser pratico.

 

Bem, voltamos bem, mas com uma decisão tomada – Steamboat e o destino para famílias brasileiras que querem exclusividade, fugir da muvuca dos demais destinos de ski da região e ter um serviço acima da media para os dias de hoje. Vale muito a pena, vale tanto que já decidimos que voltaremos em 2025 com as três filhas e os agregados.

 

Gostou? Somos experts no destino, afinal exploramos além do que imaginávamos. Nos ligue e conheca essa joia.

 


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